Pesquisas sobre a crise e as percepções dos brasileiros - FGV Social

 

 Como vai a vida ?: Entendendo a economia da felicidade
Março/2019

O Brasil sofreu a terceira maior queda de satisfação com a vida entre 130 países entre 2014 e 2018. Por que piorou a felicidade geral da nação? Foi a recessão? Desemprego, desigualdade, desilusão com a política também ajudam a explicar? Quem perdeu mais felicidade?

Levantamento inédito do FGV Social, a partir dos microdados do Gallup World Poll e nacionais, mostram que a felicidade subjetiva dos brasileiros tem piorado mais que o PIB. Indicadores objetivos de bem estar social, levando em consideração não só o crescimento da renda das pessoas, mas a sua distribuição, ajudam a explicar esta trajetória.

Veja a pesquisa em https://cps.fgv.br/felicidade

 

 

 

 

Percepções da Crise
Outubro/2018

Se o mundo de hoje está complexo, o Brasil está ainda mais complexo. Dados subjetivos em escala global trazem luzes sobre valores e particularidades da situação brasileira em curso. Esta pesquisa compara a evolução da percepção dos brasileiros com a de 124 países em alguns dos temas mais sensíveis do contexto atual: medo da violência, descrença no sistema político e falta de confiança estatal. Estes dados colocam o Brasil como o penúltimo pior em cada um desses quesitos entre todos os países pesquisados em 2017 que é o pior ano da série brasileira. Senão vejamos: 68% se sentem inseguros em andar à noite na área de moradia; só 14% acreditam na honestidade das eleições e 82% não confiam no Governo Federal. 

A renovação dos quadros políticos tradicionais manifestada no primeiro turno da eleição de 2018 pode ser compreendida a partir da taxa de desaprovação da liderança política brasileira de 86%. Esta não foi só a maior desaprovação do planeta no último ano, como é a mais baixa da série histórica analisada com mais de 733 casos (leia-se número de países vezes anos pesquisados). Ou seja, um recorde nas séries mundiais no curso da presente década. 

Os extremos assumidos pelas percepções dos brasileiros captadas numa extensa lista de países, incluindo os mais violentos, os mais pobres e etc, sugere situação psicossocial crítica. Por seu vez, a trajetória das séries subjetivas da presente década nos leva a estudar as causas objetivas e subjetivas das manifestações de 2013, um dos principais marcos da sociedade brasileira nas últimas décadas. 

Afim de entender as percepções e as manifestações de rua e a natureza dos desafios à frente, é preciso ter uma visão de prazo mais longo sobre os principais avanços e percalços sociais e econômicos brasileiros. Tomando como pano de fundo indicadores objetivos em escala mundial empreendemos análise da trajetória social brasileira dos últimos 30 anos que corresponde ao período depois da Constituição de 1988. Evidenciamos avanços relativos não só na distribuição de renda, como na educação e na expectativa de vida brasileiras.  Simultaneamente, não fomos capazes de superar limitadores de performance econômica como a produtividade do trabalho e o equilíbrio fiscal. Tudo se passa como se neste período o social tenha avançado sem fundamentação econômica plena. Este descompasso seria indicativo da necessidade de reformas estruturais que alinhem os dois lados da equação socioeconômica, e permitam atender as aspirações brasileiras.

Veja a pesquisa em https://cps.fgv.br/percepcoes

 

Qual foi o impacto da crise sobre a pobreza e a distribuição de renda? 
Setembro/2018

“Hoje, temos 23,3 milhões de pessoas — mais do que a população do Chile — vivendo abaixo da linha de pobreza de R$ 232 por mês; cerca de 11,2% da nossa população. A miséria subiu 33% nos últimos 4 anos. Foram 6,3 milhões de novos pobres"

O FGV Social mostra a evolução da pobreza desde antes do plano real até o fim do governo atual. A desigualdade aumentou nos últimos anos? Perdemos os ganhos sociais da última década? Por que a vida do brasileiro piorou? Observando os diferentes grupos (sexo, raça, idade, escolaridade, posição na família, região, etc) quem perdeu mais com a crise? 

O FGV Social possui uma longa tradição em captar as inflexões das séries sociais brasileiras. Somos reconhecidos pela rapidez com que processamos os microdados públicos. Fomos os primeiros a detectar a queda da pobreza desde o plano real e os primeiros a mostrar que no primeiro ano do governo Lula a pobreza cresceu bastante; sendo seguida depois de várias quedas consecutivas. Mostramos também que o Brasil atingiu com antecedência as meta de redução de pobreza das “Metas do Milênio”.

Veja a pesquisa em https://cps.fgv.br/Pobreza_Desigualdade