As Razões da Educação Profissional: Olhar da Demanda

Fevereiro/2012

Sobre a pesquisa: 

A pesquisa avalia os vários percalços existentes desde a decisão de fazer, ou não, cursos de educação profissional até a sua aceitação, ou não, no mercado de trabalho, passando pela possibilidade de desistência do curso no meio. O estudo lança luz sobre as razões da educação profissional do ponto de vista de pessoas e empresas envolvidas. O que explica a baixa adesão nestes cursos? Falta de oferta (curso, vaga, etc) ou falta de demanda (interesse, renda, etc) nos cursos? Ou ainda naqueles que entraram no curso, quantos não concluíram e por que abandonaram? E  para os concluintes dos cursos, quantos trabalham efetivamente na área dos cursos. Quais são as causas do binômio sucesso/insucesso associadas ao casamento entre cursos e trabalho?

A resposta a estas perguntas relativas aos determinantes da demanda por educação profissional permite direcionar o desenho de políticas públicas e ações privadas na área como a oferta de bolsas de estudo profissionalizantes ao estilo Pro Uni, ligações com o programa Bolsa Família, ou em iniciativas locais de governos estaduais e municipais.

A pesquisa traça um amplo panorama das motivações relacionadas ao ensino profissionalizante no país, abertos por características sócio-demográficas como sexo, idade, escolaridade, posição na ocupação e por atributos dos cursos como nível, área, turno, presencial ou à distância, etc.  Será disponibilizado uma série de rankings por estados, capitais e periferias metropolitanas de quem lidera a educação profissional e os principais motivos para isso desde a perspectiva dos estudantes. 

O site da pesquisa (http://www.fgv.br/cps/senai) vai também disponibilizar um amplo banco de dados com dispositivos interativos e amigáveis de consulta às informações. Através dele, o usuário pode avaliar os motivos da falta de acesso a educação profissional (dividido em três grandes grupos que são: oferta, demanda por falta de interesse e demanda por falta de recursos).  O usuário vai poder calcular, por exemplo, a probabilidade de um indivíduo, dadas suas características, estar ou não frequentando escola ou qual seria o motivo de não estar matriculado. As estatísticas foram processadas a partir de microdados do Suplemento Especial da PNAD, da PME e do Gallup World Pool para mais de 130 países.  
 

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