Desenho e Diminuição de Pobreza - Programa Cartão Família Carioca & Impactos de Incentivos na Vida Escolar

Dezembro/2011

Sobre a pesquisa: 

O Brasil começa a entrar num novo federalismo social onde cidades e estados começam a desenvolver programas específicos sobre a base do Cadastro Social Único federal do Bolsa Família. Neste contexto se aprende mais do que quando todas decisões são tomadas desde Brasília. A diversidade de desenhos gera lições a partir dos erros e acertos de cada um.

Uma série de estudos recentes internacionais sugerem que deu mais resultados incentivar insumos escolares do tipo pagar o aluno para ler livros, ou freqüentar uma jornada escolar estendida, do que premiar o desempenho escolar medido por provas. Nesta perspectiva remunerar insumos seria mais  efetivo do que premiar resultados finais que estão menos ao controle dos alunos que se não se motivariam a se esforçar mais.
 

A experiência carioca recente faz as duas coisas, investe em insumos e em produtos escolares. Em primeiro lugar, dá bolsas de estudo adicionais condicionadas a freqüência de alunos às aulas e de seus pais nas reuniões bimestrais. Isto nivelaria mais os alunos pois a literatura brasileira demonstra que 70% da performance escolar é determinada pelo background familiar, tipo educação do pais e especialmente da mãe, renda da familia etc.  Ao mesmo tempo o Rio dá prêmios por nível e por melhora de desempenho cujo lema é: o aluno que tirar uma boa nota ou melhorar uma nota não tão boa, ganha uma boa nota (R$). O que gera mais efeito sobre o aprendizado efetivo dos alunos?

Se criar novos programas é preciso, avalia-los também é preciso. Este trabalho analisa o lado mais permanente de programas de transferência de renda que é aquele exercido, ou não, sobre a vida escolar.
 

Livros

  • Marcelo Neri e Tereza Campello

    "Este livro é fruto de parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e...

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